A conduta das organizações está sendo observada com mais atenção pelos seus públicos, por esse motivo os estudo e reflexões relacionados a ética no âmbito empresarial tem crescido consideravelmente. Faz-se fundamental que empresas implementem um programa de ética organizacional. Segundo Mario Ernesto Humberg,
a implementação de um programa de ética abrangente implica em mudanças muito significativas na forma de proceder da organização. O Código de ética é uma declaração de princípios e, ao mesmo tempo, um estatuto ou constituição a que todos se obrigam, a começar da cúpula, o que exige o envolvimento e a participação geral, desde a presidência e a diretoria, para se tornar efetivo.Uma das questões mais relevantes nesse processo é o envolvimento dos funcionários. É importante que a realidade empresarial e a cultura organizacional da empresa estejam presentes nesse documento para que o funcionário se identifique, reflita e cumpra as políticas presentes. Para o funcionário de fato compreender e utilizar o documento não basta apenas fazer o funcionário assinar um termo de compromisso ético, a mensagem precisa fazer sentido dentro da realidade de cada um e até de cada área, por isso é interessante também que seja elaborado um código mais específico para cada uma delas, já que as questões éticas vividas pela área comercial não são as mesmas que as encaradas pelos funcionários da área de produção, por exemplo.
Depois de pronto, é imprescindível não só divulgar o código de ética, como também criar ações que reforcem seu conteúdo. A alta liderança precisa estar ciente da importância do documento e deve ser treinada para disseminá-lo, além de sempre dar o exemplo.
Para promover e aprimorar o código de ética, algumas empresas criam um comitê de ética. O objetivo desse grupo é o de criar um canal de comunicação no qual seja possível trocar reflexões, questionamentos ou delatar alguma situação antiética ocorrida dentro da empresa.
A comunicação interna desempenha um papel fundamental na consolidação da ética em uma organização. Com ela, é possível sensibilizar o funcionário e levá-lo a refletir a respeito de seus comportamentos e tomadas de decisão, o que tem relação direta com o sucesso e perenidade da empresa.
Referências:
HUMBERG, Mario Ernesto. Ética organizacional e relações públicas. Organicom. São Paulo, 01 jan. 2008.icom. São Paulo, 1° semestre, 2008.
CPFL ENERGIA. Comitê de ética e conduta empresarial. , 2012. Disponível em: <http://http://www.cpfl.com.br/relatorioanual2009/CPFL/tabid/1631/EntryId/55/Comite-de-Etica-e-Conduta-Empresarial.aspx>. Acesso em: 29 ago. 2012.
http://www.humaniversidade.com.br/boletins/etica_leonardo_boff.htm


