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sábado, 8 de setembro de 2012

ENTREVISTA

O blog Post-it 5 entrevistou dois profissionais da area de Relações Públicas sobre  Comunicaçao Interna.

 
Julio César Barbosa
Doutor em Ciências da Comunicação e Relações Públicas pela ECA-USP, consultor há quinze anos, atualmente associado da Fina Idéia Comunicação, agência de Relações Públicas.


Na sua percepção, qual a relevância do planejamento na comunicação interna?
É fundamental que se profissionalize o modo de diálogo com os funcionários, e planejamento. As empresas cada vez mais precisam de profissionais e estratégias claras de diálogo, no trato com seu público interno.

Qual a influência da comunicação interna para motivação do publico interno?
Primeiro vamos esclarecer: a comunicação não motiva, a motivação é algo mais profundo que está vinculada aos processos psicológicos humano. Nosso papel é informar, orientar e a cima de tudo engajar os funcionários, na causa da empresa, fazê-los acreditar na mensagem, nos valores e na estratégia da organização, propiciando o diálogo, o questionamento, a troca efetiva de informação.

Como é desenvolvido o sistema de comunicação interna dentro da sua empresa? Ela vista como um processo importante ou apenas mais uma ferramenta de apoio?
Depende, hoje temos empresas como Natura, Duke Energy, Alcoa, que efetivamente acreditam na comunicação, no valor estratégico de manter funcionários como multiplicadores da ideia da organziação, mais há muito trabalho pela frente, porque muitas empresas veem isso como implementação de ferramentas o que empobrece, minimiza e desqulifica a comunicação interna.

Maria Del Carmen Garcia Vazquez
Atua há 25 anos na área de comunicação. Atualmente, é docente no curso de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero, onde ministra a disciplina Laboratório de Relações Públicas.

Na sua percepção, qual a relevância do planejamento na comunicação interna?

Em minha opinião o planejamento da comunicação interna, externa, digital ou seja da comuicação de forma geral é fundamental desde que esteja atrelado ao planejamento estratégico da empresa. A empresa precisa enxergar a importância da comunicação interna até como estratégia de gestão.

Qual a influência da comunicação interna para motivação do publico interno?

Uma comunicação interna bem planejada, que envolva as diversas áreas da empresa não só em ações mas também elaboração do próprio planejamneto. É fundamental que a comunicação interna seja participativa que ressalte a importância do empregado dentro da engrenagem. Aí pode-se dizer que a comunicação interna seja um dos influênciadores motivacionais
 
Como é desenvolvido o sistema de comunicação interna dentro da sua empresa? Ela vista como um processo importante ou apenas mais uma ferramenta de apoio?
A comunicação da empresa onde trabalho está passando por uma reestruturação. Hoje não há uma área específica de comunicação interna (já houve). As atividades voltadas para o público interno estão diluídas na comunicação corporativa.


sábado, 2 de junho de 2012

O LÍDER NA VISÃO DE WALTER LONGO


Em entrevista ao RH.com.br, Walter Longo explica que no decorrer da evolução da espécie humana, o homem foi desenvolvendo características e métodos  que permitiam que algumas pessoas se destacassem das outras. Esses são os líderes, pessoas que participam ativamente de movimentações, sejam elas religiosas, filosóficas, científicas ou empresariais.
Nas organizações o líder de comunicação interna, por exemplo, deve deixar de ser ator para ser mentor, ou seja, ele pode ficar mais nos bastidores e colocar o holofote em seu funcionário, a fim de que esse seja capaz de se desenvolver e se responsabilizar pelas ações que executa.
Com uma equipe harmônica, em que o líder dá liberdade a seus liderados, há a quebra do paradigma que pressupõe que as soluções são propostas pelos superiores, e assim as ideias fluem mais facilmente, podendo ser incorporadas e beneficiar a empresa.
Walter enfatiza também que o profissional, hoje em dia, precisa ter uma cabeça de hiperlink, isso quer dizer que, mesmo que ele não tenha todo o conhecimento, que é uma tarefa difícil, deve saber como encontrá-lo e depois como usá-lo. Principalmente se tratando de tecnologia, a área de comunicação interna deve estar sempre conectada para saber o que há de novo para também inovar e dar uma movimentação nos meios de comunicação, tentando sempre torna-los cada vez mais interativos para que as mensagens chamem atenção de todos os colaboradores da empresa, independentemente do meio que essa for divulgada.
Sendo assim o gestor deve estimular sua equipe a pensar além da caixa e orientar e inspirar os processos sem necessariamente participar dele do começo ao fim. 

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O executivo Walter Longo é membro de vários conselhos de empresas de
telecomunicações, articulista de 
múltiplas publicações, autor, mentor da área de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm. e vice-presidente da Young & Rubicam, e se destaca por sua carreira de mais de 35 anos.







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Referências: http://walterlongo.com.br/
http://www.rh.com.br/Portal/Lideranca/Entrevista/6553/as-empresas-precisam-de-lideres-nexialistas.html


sábado, 14 de abril de 2012

RESPONSABILIDADES E DESAFIO DO MAESTRO

Se compararmos uma organização, pela perspectiva da comunicação interna, com uma orquestra poderíamos dizer que o regente é o gestor. Com essa metáfora é possível perceber a importância deste profissional na comunicação organizacional. A função dele é mais que a de coordenar todos os aspectos que estão relacionados a comunicação interna, é ter insights, sensibilidade e empatia com os funcionários.


Este gestor precisa ser líder e exemplo para os colaboradores. É papel dele, também, conscientizar a alta gestão sobre o valor da comunicação interna e da importância deles na difusão da cultura organizacional, tendo o desafio de integrar e envolver pessoas diferentes em torno de um objetivo.

O gestor da comunicação interna precisa conhecer a empresa, sua área de negócio, teorias, técnicas e cases de comunicação. E nos dias de hoje, o desafio deste profissional é ainda maior já que com a rápida propagação da informação, o funcionário se transformou em um indivíduo ativo que participa e dá opiniões a respeito de tudo que está a sua volta.


Assim como em um concerto algumas notas desafinadas comprometem a percepção da plateia em relação à orquestra, ações descontextualizadas e ruídos de comunicação comprometem o trabalho não só da área de comunicação, mas da empresa de maneira geral. Organizações são constituídas por pessoas que tem e compartilham percepções e ideias o tempo todo, tendo interferência tanto do ambiente interno quanto externo. Ou seja, gerenciar a comunicação interna envolve mais desafios do que parece.


Tendo em vista essas funções e desafios, deixamos um trecho de um artigo do Rodrigo Cogo, Relações Públicas que gerencia o portal Mundo das Relações Públicas, para reflexão:


“A articulação do poder, da liderança e do diálogo é fundamental na comunicação interna para o surgimento da autenticidade no ambiente organizacional, com melhores decisões sendo tomadas e melhora na moral das pessoas, consideradas como cidadãos criativos e propositivos. Ademais, num cenário de múltiplo protagonismo como se vê a partir do alastramento da internet, é vital dar vazão às vontades de expressão e às reivindicações diversas das pessoas, que mexem na centralidade informativa instituída e não desejam ter sua liberdade cerceada e suas intenções subjugadas. Sem dúvida, um profundo desafio para gerenciar a comunicação interna nas organizações."

REFERÊNCIA:COGO, Rodrigo. As interfaces de poder, liderança e diálogo na gestão da comunicação interna. , 2009. Disponível em: <http://http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=8&ID_COLUNISTA=18>. Acesso em: 12 abr. 2012.

sábado, 31 de março de 2012

VIDA DUPLA


Comecei a poucos dias a trabalhar na área de comunicação interna, e muita coisa é diferente do que esperava.  Diferente no sentido que nessa função temos uma vida dupla: de um lado um profissional de comunicação e do outro o funcionário . Neste último lado, nem sempre concordo com as ações, campanhas e emails na caixa de entrada. A parte boa é que muitas vezes divulgamos  distribuição de brindes, vagas internas, comunicados de reconhecimento entre outros. No outro lado dessa vida também que divulgamos coisas que muitas vezes como o funcionário não gostaria de receber: prazos, cobranças,  avisos de funcionamento.

Mas a comunicação interna não é são apenas emails e murais. Por traz dos veículos temos campanhas e parcerias com diversas áreas da organização, é exatamente aqui que elas se encontram.  Por isso acredito que a grande importância do profissional de relações públicas como gestor de comunicação interna seja a de filtrar a informação  e encontrar o melhor veículo e formatação para passar aquela informação.  O gestor deve ter em mente que a informação e reputação da organização deve sempre ser de dentro para fora, o colaborador deve ser o primeiro a saber, e estar motivado a seguir a conduta da empresa dentro e fora dela, ele é o principal disseminador e porta voz da organização.