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sábado, 23 de junho de 2012

COMUNICAÇÃO INTERNA E CRISE ORGANIZACIONAL

Todas as organizações devem estar preparadas para enfrentar crises, tendo em vista que podem acontecer a qualquer momento e por diversos motivos. Para gerenciá-las, minimizando seus efeitos, é importante pensar estrategicamente na comunicação com o público interno. Segundo pesquisa realizada pela ABERJE em 2001, 61% das organizações dão prioridade na comunicação com o público interno em época de crise, demostrando o reconhecimento da importância dessa comunicação nesse momento instável.
       
O funcionário, como força fundamental para o sucesso e perenidade da organização, deve ser o primeiro a ser informado, nunca o último. Segundo Roberto de Castro Neves, em um momento desses, os objetivos mais importantes da comunicação interna são:


- Evitar a humilhação do público interno sendo o "ultimo a saber". Nada mais destruidor na auto-estima para um funcionário que vir a saber das coisas pelo cliente, pela família ou pelos jornais. Ele se sente traído;

- Evitar que o vácuo da informação seja ocupado por boatos. Todo boato é muito ruim, mas nenhum é pior do que o que vem de dentro de casa. A empresa não pode perder a batalha da informação;
- Por fim, um objetivo de ordem estratégica: fazer do funcionário um mensageiro, um militante do corpo a corpo, uma infantaria do boca a boca.



As organizações precisam estar cientes de que nesses momentos os funcionários passam a ser seus representantes informais. Portanto, para representá-la de maneira clara e com credibilidade, o funcionário deve se sentir seguro, compreendendo o posicionamento e as atitudes da empresa.


É importante estar atento a todos os elementos que compõe e que estão relacionados a uma crise. Esse momento pode gerar oportunidades ao descobrir falhas e melhorar processos. Ter um plano de comunicação com ações voltadas para os funcionários e ter profissionais que gerenciem a comunicação com esse público no Comitê de Gerenciamento de Crise é imprescindível para que a organização não prejudique sua imagem não só diante de seus funcionários, como também em relação a todos os seus públicos.


Referências:
NEVES, Roberto de Castro. Comunicação interna: A força das empresas. São Paulo: Aberje, 2003.
http://vozdacomunicacao.blogspot.com.br/2010/08/crise-e-agora.html
http://criseecomunicacao.blogspot.com.br/
http://brasil247.com/pt/247/brasil/58769/A-comunica%C3%A7%C3%A3o-interna-na-gest%C3%A3o-de-crises.htm

sábado, 16 de junho de 2012

UM COMPLEMENTO À QUALIDADE

É indiscutível a importância do papel da Comunicação Interna para o incentivo dos colaboradores e o crescimento da vantagem competitiva de uma organização. Utilizando-se de uma comunicação multidirecional na hierarquia, promove a alta capacidade de eficiência individual.

Por esta capacidade de auxiliar na conquista dos objetivos, esta área tem se envolvido ainda mais no suporte à implementação de processos de qualidade. Segundo Francisco Lopes, a atuação de co
municação “assenta no princípio de que todos os departamentos ou serviços de uma organização só têm razão de existir se contribuírem para melhores condições, tanto no mercado interno como no mercado externo à organização.” Desta forma, o objetivo da gestão é criar valor e dar a empresa um posicionamento único identificado através da cultura e do comportamento do público interno.

O sucesso na implementação desses processos depende, em grande parte, da comunicação eficaz que congrega diferentes pessoas e órgãos da estrutura empresarial. Ao nível da comunicação externa, interna horizontal e interna vertical, são consideradas 4 categorias; órgãos de comunicação direta com o exterior, externa indireta, interna direta, interna indireta. Além disto, esta cultura de qualidade obriga repensar a empresa como um todo, levando em conta a estratégia e o feedback das ações.

Três orientações fundamentais permitem o sucesso empresarial. São elas;
-orientação para o cliente externo sendo considerado parceiro da empresa;
- orientação para o cliente interno, considerado o descodificado das vias da inovação;
- orientação para o meio envolvente, assumido como um ecossistema compartilhado pela organização.

Tal como menciona Francisco Lopes, a comunicação “[...] é além de uma técnica ou necessidade, um processo eficiente de mudança organizacional em direção a uma maior competitividade com base na inovação e na produtividade [...]”. Deve estar integrada no sistema aberto e dinâmico da organização e se torna imprescindível como complemento para o sucesso de um processo de qualidade total.